A Ser Mais Valia marcou presença na Conferência Internacional: The Lusophone World and its Diasporas, que decorreu na Universidade de York, Toronto, Canadá, entre 28 junho e 1 de julho de 2023.
A voluntária Aida Batista, presente na Conferência, foi a interlocutora da Ser Mais Valia junto da organização, que contou com a participação de mais três voluntários online.
A primeira intervenção de Ana Lopes visou a apresentação da Ser Mais Valia e do seu trajeto na cooperação para o desenvolvimento, tendo sido efetuado um desafio a todos os presentes com mais de 55 anos, que se sintam com disponibilidade para abraçar este projeto.
Seguiu-se “O Mentoring Ser Mais Valia e a Diáspora Guineense”. tema proposto porque 76% dos estudantes apoiados neste âmbito são guineenses.
Portugal foi tradicionalmente um país de diáspora, espalhando por paragens longínquas língua, cultura e tradições, mas agora a diáspora tomou uma direção oposta. Hoje, Portugal é destino para jovens que procuram adquirir qualificações que os valorizem e que nos trazem a sua cultura e as suas tradições. Estes estudantes encontram muitas dificuldades de integração no nosso país e o Mentoring dá apoio na sua superação.
Sob o tema “Palavras em viagem no encontro de várias línguas”, Aida Batista refletiu sobre a utilização do português como língua oficial nos PALOP, países que a adotaram após a sua independência. A língua oficial portuguesa pode servir como ferramenta de união na comunicação em fóruns internacionais, mas não podemos esquecer, que, na Guiné-Bissau onde existem várias línguas nativas, poucos tiveram a língua portuguesa como língua materna. Nota-se o crescimento de um movimento reivindicativo para que o português seja ensinado como segunda língua. Grande parte da população comunica na língua local ou em crioulo o que é uma dificuldade acrescida para o cumprimento da missão dos voluntários da Ser Mais Valia quer em contexto de missão quer nas relações de natureza social.
José Jana apresentou o “EscritAfricando como um projeto voltado para a criação literária”. O EscritAfricando é um projeto da Ser Mais Valia (SMV), que tem como objetivo ajudar os jovens escritores africanos de língua portuguesa a realizarem o sonho de serem escritores. Esta iniciativa nasceu da vontade de muitos dos africanos da diáspora em verem alguns dos seus textos (em prosa e/ou poesia) serem publicados. O primeiro encontro reuniu na Universidade Lusófona, em outubro de 2019, um conjunto de jovens espalhados por todo o país, com o objetivo de o dar a conhecer e motivá-los para a sua adesão, através de um prémio literário então criado.
Pedro Coutinho falou da sua experiência de três meses em Bafatá com professores da Guiné-Bissau na promoção da literacia digital. Na sua missão, depressa concluiu que apenas uma pequena parte dos professores faziam uso de aplicações “office” e da Internet. A maioria não sabia usar um computador quando, cada vez mais se recorre ao uso da informática para o teletrabalho, reuniões e conferências à distância, e para os contactos com a rede familiar e amigos. Esta missão de formação, permitiu também dotar o Liceu Leopoldo Pastori de uma sala de informática minimamente equipada.
A participação no evento foi uma experiência valiosa e um tempo de partilha e divulgação da ação empenhada dos voluntários da SMV.
Comunicação SMV